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O NOME VALE MAIS QUE O METAL.

KISIEL · KISLANSKI
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News · 24 de agosto de 2026

Terronera volta hoje e o COMEX sobe 6,9% na semana

Terronera retoma hoje, 12 dias depois do bloqueio do ejido

No domingo, 23 de agosto, a Endeavour Silver informou que o bloqueio na mina Terronera, em Jalisco, México, foi retirado e que as operações retomam nesta segunda, 24 de agosto. A parada vinha desde 12 de agosto, quando a mesma companhia registrou o fechamento do acesso por membros da comunidade do ejido, com pauta de manutenção de estrada, assistência médica e de comunicação, controle da água e auxílio financeiro. O bloqueio, segundo o aviso original, permaneceu pacífico e o sítio ficou com equipe reduzida de segurança e manutenção.

A Terronera é uma das três minas em operação da Endeavour, no México e no Peru. Doze dias com rampa fechada não alteram o déficit mundial. Alteram o fluxo daquela mina. A onça que não sai da Terra não entra no mercado. Quem acumula físico lê o tipo de interrupção: relação com ejido, água e estrada são o lado lento da oferta. Moinho parado por conflito local não vira grama no trimestre.

A casa não está olhando o ticker. Está olhando o portão. Capital, sonda e PEA não ligam uma mina se a estrada fecha. Quem empilha placa não precisa do comunicado de retomada. Precisa do metal que deixou de sair enquanto o acesso esteve fechado.

A Silverco aponta 2.500 toneladas por dia. O rejeito ainda segura o moinho

Nesta segunda, 24 de agosto, a Silverco Mining atualizou a mina La Negra, 100% da companhia, em Querétaro, México, comprada em 19 de maio. O presidente Mark Ayranto disse que a companhia espera a capacidade nominal de 2.500 toneladas por dia no primeiro semestre de 2027, com frota nova e rejeito filtrado. Enquanto o filtro não entra, o moinho roda em campanha: perto da capacidade plena em janelas definidas, parado entre elas, minério empilhado na superfície.

A Silverco pediu à Epiroc um jumbo de desenvolvimento, uma perfuratriz de produção e quatro scoops, com entrega no quarto trimestre de 2026 e no primeiro de 2027. Espessador e filtros para passar de rejeito convencional a pilha seca, instalação até o fim do primeiro trimestre de 2027. A SGS Geological Services ficou com o recurso mineral atualizado e com o primeiro PEA, previstos para o fim do terceiro trimestre. A campanha de 15.000 metros de sonda, iniciada em meados de julho, já andou cerca de 1.000 metros. Primeiros ensaios no fim do terceiro trimestre.

A casa lê o gargalo, não o discurso. O moinho já existe. O que falta é rejeito filtrado e equipamento no fundo. Até o filtro ligar, a tonelada extra não sai. PEA e sonda medem o que ainda está no chão. Quem acumula não compra estudo. Compra o grama fino.

A Apuradita vende 24.538 onças em concentrado. O déficit pede 46,3 milhões

Na sexta, 21 de agosto, a Silver Elephant Mining informou ter produzido e vendido três lotes de concentrado de prata e chumbo no projeto Apuradita, na Bolívia, com cerca de US$ 1,4 milhão em caixa. A alimentação somou 4.547 toneladas a 297 g/t de prata e 0,9% de chumbo. Saíram 84,7 toneladas secas de concentrado, com 24.538 onças de prata e 20 toneladas de chumbo. O teor do concentrado subiu de 5.916 g/t no primeiro lote para 11.577 g/t no terceiro, vendido em agosto e ainda provisório. A mina tira 400 a 600 toneladas por mês. Um quarto lote está sendo empilhado para o moinho de terceiro em outubro.

Vinte e quatro mil onças é metal real saindo da Bolívia. Não é fluxo. O World Silver Survey 2026 da Silver Institute e da Metals Focus, lido pelo Investing News Network, mantém o sexto déficit anual em 46,3 milhões de onças. A mina mundial de 2026 está em 844,1 milhões, recuo de 0,3%. A demanda industrial, 639,6 milhões. Só 26% da prata do mundo sai de mina só de prata. Três lotes bolivianos cabem no erro de arredondamento dessa conta.

O COMEX sobe 6,89% na semana. Nesta segunda o bid abre em US$ 68,82

O contrato de primeira posição da prata no COMEX, segundo o Dow Jones, fechou a semana em US$ 69,466, alta de 6,89%, ou US$ 4,478. Terceira semana seguida de alta. Em três semanas, US$ 11,875, ou 20,62%. Foi o settlement mais alto desde 17 de junho. No ano, o mesmo contrato ainda recua 0,95% contra o pico de settlement de US$ 115,08 em 26 de janeiro. A mínima de 2026 foi US$ 55,898 em 16 de julho.

Nesta segunda, 24 de agosto, às 7h20 de Nova York, o bid da Kitco estava em US$ 68,82, com ask em US$ 69,07 e faixa de US$ 68,30 a US$ 69,78. Recuo de 0,06%. O grama saía a US$ 2,21. A tela de segunda de manhã não é pregão cheio. É o eco de sexta.

A Kitco registrou que a prata passou a semana acima de US$ 69. A agenda desta semana concentra o núcleo do PCE de julho na quarta e o discurso de Kevin Warsh no simpósio de Jackson Hole na sexta. A casa não antecipa o decimal do PCE nem o tom de Warsh. Calendário de banco central mexe na cotação de 24 horas. Não mexe no estoque de metal.

A leitura da casa

A Endeavour reabre a Terronera hoje, 12 dias depois do ejido. A Silverco aponta 2.500 toneladas por dia na La Negra só no primeiro semestre de 2027, porque o rejeito ainda segura o moinho. A Apuradita vendeu 24.538 onças. O COMEX subiu 6,89% na semana. Nesta segunda o bid abre em US$ 68,82.

Preço de segunda de manhã é barulho de dólar, de juro e de calendário do Fed. Porta de mina que fecha por água e estrada, moinho que espera filtro e déficit de 46,3 milhões de onças são estrutura. O grama fino na mão não pede o discurso de Jackson Hole. Continua sendo um grama.

Fontes consultadas: Endeavour Silver, Silverco Mining, Silver Elephant Mining, Dow Jones, Kitco News, The Silver Institute, Metals Focus, Investing News Network. Os links levam ao material original de cada veículo. A leitura e os comentários são da Kislanski Metale.

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