News · 27 de agosto de 2026
West Coast corta 23.360 g/t e o COMEX recua 0,94%
Elizabeth Hill corta 38,3 m a 878 g/t, com 1,4 m a 23.360 g/t
Nesta quinta, 27 de agosto, a Mining.com.au leu os ensaios finais de três furos de diamante da West Coast Silver no projeto Elizabeth Hill, no Pilbara da Austrália Ocidental. O furo 26WCDD037 cortou 38,3 m a 878 g/t de prata a partir de 3,7 m de profundidade, incluindo 22,3 m a 1.495 g/t a partir de 19,7 m, com um intervalo de 1,4 m a 23.360 g/t a partir de 29 m. O mesmo furo ainda devolveu 13,5 m a 2.253 g/t a partir de 45 m, incluindo 9,15 m a 3.318 g/t. Os intervalos são de furo, não largura verdadeira.
Os outros dois furos alargam o sistema para oeste do recurso atual. O 26WCDD038 cortou 63 m a 53 g/t a partir de 2 m, com 1 m a 1.060 g/t. O 26WCDD039 cortou 20,15 m a 53 g/t. O recurso JORC de abril de 2026 está em 141 mil toneladas a 617 g/t, ou 2,8 milhões de onças. Atualização prevista para o quarto trimestre. A mina histórica tirou 1,2 milhão de onças de 16.830 toneladas a 2.194 g/t e parou em 2000.
Um metro e quatrocentos a 23.360 g/t não enche o déficit mundial. Mostra o que o chão ainda guarda quando a sonda vira o ângulo. A casa não compra furo. Compra o fato: a prata de alto teor continua no granito, perto da superfície, numa concessão com histórico de produção. A onça que ainda está na rocha não circula. Quem empilha placa lê o intervalo como evidência de metal, não como cotação.
A Guanajuato lucra o segundo trimestre. 57% da receita é prata
Na quarta, 26 de agosto, a Guanajuato Silver publicou o segundo trimestre. Receita de US$ 42,5 milhões, em linha com os US$ 43,0 milhões do primeiro. Mais de 95% veio de metal precioso. A prata sozinha gerou 57% da receita. Produção de prata: 347.481 onças, alta de 2% no trimestre. Lucro líquido de US$ 557 mil no trimestre e US$ 6,3 milhões no semestre, segundo trimestre seguido no azul. Renda operacional de mina de US$ 9,1 milhões no trimestre e US$ 23,4 milhões no semestre. Caixa, equivalentes e títulos de curto prazo: US$ 19,9 milhões.
Cinco minas no México. Em Valenciana, a companhia pausou extração para furar. O furo UGVA26-001 cortou 3,81 m de largura verdadeira a 557 g/t de prata. O recurso inferido vigente do complexo aponta 10,4 milhões de onças de prata. A casa lê a pausa como o lado lento da oferta: mina que para de tirar metal para achar mais metal. A onça que não sai no trimestre não entra no mercado.
A companhia vendeu a termo 20 mil onças de prata por mês a US$ 84,50 até setembro, e colocou colar em outras 20 mil por mês. Junto, cerca de 34% da produção corrente. Produtor trava o dólar de uma fatia. Quem já tem o grama fino na mão não vendeu nada a termo. O metal na gaveta não tem contraparte no contrato.
A First Majestic deposita o livro da Los Gatos: 35,3 milhões de onças
Na terça, 25 de agosto, a First Majestic protocolou o relatório técnico NI 43-101 da mina Los Gatos, no México. O depósito é voluntário e não altera o recurso e a reserva já divulgados em 31 de março. A fatia de 70% da First Majestic na joint venture com a Dowa, segundo a página da mina, deixa reserva provada e provável de 35,3 milhões de onças de prata. A declaração de reservas da companhia, efetiva em 31 de dezembro de 2025, detalha 9,55 milhões de toneladas a 115 g/t nessa fatia. Em 2025, a mina inteira (base 100%) produziu 8,4 milhões de onças de prata.
Los Gatos é mina de prata, não subproduto. O World Silver Survey 2026 da Silver Institute e da Metals Focus, lido pelo Investing News Network, mantém que só 26% da prata mundial sai de mina primária. O resto vem de cobre, chumbo, zinco e ouro. Reserva de mina primária é o estoque que o mercado não consegue improvisar quando a indústria pede mais metal. Trinta e cinco milhões de onças atribuíveis ainda no chão de uma mina que já produz 8,4 milhões por ano não é notícia de furo. É o livro do que ainda falta sair.
O PCE a 3,7% derruba o COMEX 0,94%. O bid abre a US$ 68,28
O contrato de primeira posição da prata no COMEX, segundo o Dow Jones, fechou quarta a US$ 67,990, queda de 64,60 centavos, ou 0,94%. Pior settlement desde 19 de agosto. No mês, o mesmo contrato ainda sobe 18,06%. Em doze meses, 75,73%, contra a mínima de US$ 38,689 em 27 de agosto de 2025. No ano, recua 3,06% contra o pico de US$ 115,08 em 26 de janeiro. A mínima de 2026 foi US$ 55,898 em 16 de julho.
A Kitco registrou o spot a US$ 68,000 no fim da tarde de quarta, recuo de 0,78%, depois do PCE de julho. O Bureau of Economic Analysis confirmou o índice de preços do PCE em alta de 0,2% no mês e 3,7% em doze meses. Sem alimentos e energia, 0,2% e 3,3%. A Kitco apontou o anual acima do consenso de 3,6%. Tesouro de dez anos acima de 4,66%. Dólar mais firme. Nesta quinta, 27 de agosto, às 7h21 de Nova York, o bid da Kitco estava em US$ 68,28, ask em US$ 68,53, faixa de US$ 67,86 a US$ 69,75. Alta de 0,42%. O grama saía a US$ 2,20.
Jackson Hole começa hoje. Kevin Warsh fala amanhã. A casa não antecipa o tom. Calendário de banco central mexe no decimal de 24 horas. Não mexe no grama.
A leitura da casa
A West Coast corta 1,4 m a 23.360 g/t numa mina que parou em 2000. A Guanajuato tira 347.481 onças e pausa Valenciana para furar. A Los Gatos ainda tem 35,3 milhões de onças atribuíveis no chão. O COMEX recua 0,94% no PCE. O Survey mantém o sexto déficit, 46,3 milhões de onças, com mina mundial em 844,1 milhões.
Inflação de consumo a 3,7% e juro de dez anos acima de 4,66% empurram a cotação de um dia. Furo de alto teor, mina primária com reserva no livro e déficit estrutural empurram o metal que o stacker segura. O grama fino na mão não pede o discurso de Jackson Hole. Continua sendo um grama.
Fontes consultadas: Mining.com.au, Guanajuato Silver, First Majestic, Dow Jones, Kitco News, U.S. Bureau of Economic Analysis, The Silver Institute, Metals Focus, Investing News Network. Os links levam ao material original de cada veículo. A leitura e os comentários são da Kislanski Metale.
Dinheiro perde valor. Prata sempre será prata.
Placas e granulado .999 com punção K ·999 e certificado.
