News · 28 de agosto de 2026
Mithril corta 3.540 g/t e o COMEX sobe 2,12%
Mithril corta 11,70 m a 381 g/t, com 0,60 m a 3.540 g/t
Nesta quinta, 27 de agosto, a Mithril Silver and Gold publicou os primeiros furos sistemáticos da estrutura Copalquin-Zaragoza, no Alvo 4 da propriedade Copalquin, em Durango, México. O furo CO26-001 cortou 11,70 m a 381 g/t de prata e 1,06 g/t de ouro a partir de 22,0 m, incluindo 3,40 m a 1.049 g/t a partir de 28,4 m e 0,60 m a 3.540 g/t a partir de 31,2 m. Perto da superfície, na área da mina histórica.
O CO26-002 cortou 13,95 m a 264 g/t de prata e 1,76 g/t de ouro a partir de 88,85 m, incluindo 1,00 m a 1.255 g/t. O CO26-003 cortou 6,50 m a 305 g/t, com 0,80 m a 1.815 g/t. O corredor Copalquin-Zaragoza agora cobre 550 m de direção e 200 m na vertical. A veia segue sem teste 400 m a noroeste, rumo ao Alvo 1, e 600 m a sudeste, rumo a San Manuel.
Três furos não enchem o déficit mundial. A casa não compra furo. Compra o fato: a prata de alto teor continua na Sierra Madre, perto da superfície, numa concessão com trabalho antigo. A onça que ainda está na rocha não circula. Quem empilha placa lê o intervalo como evidência de metal, não como cotação.
Diablillos sai do estudo e entra na engenharia de obra
No mesmo 27 de agosto, a AbraSilver emitiu um Aviso Limitado para Proceder à Worley e abriu a fase de engenharia ponte do projeto Diablillos, na Puna argentina, entre Salta e Catamarca. A etapa leva o estudo de viabilidade definitiva, também da Worley, para o desenho de execução, compras, cronograma e apoio a licenças. A decisão final de investimento está marcada para o segundo trimestre de 2027. Primeira produção, sujeita a essa decisão, fica para antes do fim de 2029.
O estudo de junho descreve mina a céu aberto de 25 anos, planta de 9.000 toneladas por dia e reserva provada e provável de 77,9 milhões de toneladas com 183 milhões de onças de prata. Nos cinco primeiros anos de produção plena, a média sai a 14 milhões de onças de prata por ano. Capex inicial: US$ 722 milhões, com US$ 98 milhões de contingência. O recurso medido e indicado, de abril, soma 248 milhões de onças de prata.
Mina primária demora. Estudo pronto não é metal no mercado. O World Silver Survey 2026 da Silver Institute e da Metals Focus, lido pelo Investing News Network, mantém a mina mundial em 844,1 milhões de onças em 2026, recuo de 0,3%, com só 26% saindo de mina primária de prata. Um projeto de 14 milhões de onças por ano, se chegar a produzir, entra depois de 2029. Até lá, o déficit do Survey segue no livro: 46,3 milhões de onças neste ano, sexto seguido.
O SLV empilha 493 milhões de onças no cofre
Na quinta, 27 de agosto, o iShares Silver Trust declarou 493.380.951,20 onças em custódia, ou 15.345,86 toneladas. Patrimônio de US$ 33,77 bilhões. Cotas: 545,85 milhões. NAV de US$ 61,87. Fechamento de US$ 62,77. Prêmio de 1,44%. Volume do dia: 14,5 milhões de cotas.
É metal alocado, com barra listada, fora da indústria e fora da joia. Também é papel: a cota vende no pregão sem a barra sair do cofre. A casa não confunde os dois. Quem acumula prata física segura o grama. O SLV segura a exposição. Quando o fundo empilha, tira metal do circuito visível. Quando o cotista vende, o metal pode voltar a circular sem ninguém ter fundido uma placa.
O Survey espera investimento físico em barra e moeda de 257,6 milhões de onças em 2026, alta de 18%. ETP e pilha na mão competem pelo mesmo metal curto. A diferença para o stacker é simples. A cota tem contraparte. O grama fino na gaveta não tem.
O COMEX sobe 2,12% e o bid abre a US$ 70,18
O contrato de primeira posição da prata no COMEX, segundo o Dow Jones, fechou quinta a US$ 69,429, alta de US$ 1,439, ou 2,12%. Maior ganho diário em dólar e em porcentagem desde 21 de agosto. No mês, o mesmo contrato sobe 20,56%. Em doze meses, 77,16%, contra a mínima de US$ 39,19 em 28 de agosto de 2025. No ano, recua 1,01%, ou 70,50 centavos, contra o pico de US$ 115,08 em 26 de janeiro. A mínima de 2026 foi US$ 55,898 em 16 de julho.
A Bloomberg, às 15h19 de Nova York na quinta, marcou o spot a US$ 69,29, alta de 1,7%. Inflação ainda acima da meta do Fed. Kevin Warsh faz hoje, sexta, o primeiro discurso de peso como presidente do banco central, em Jackson Hole. A casa não antecipa o tom. Calendário de juro mexe no decimal de 24 horas. Não mexe no grama.
Nesta sexta, 28 de agosto, às 7h21 de Nova York, o bid da Kitco estava em US$ 70,18, ask em US$ 70,43, faixa de US$ 68,33 a US$ 71,07. Alta de 1,51%. O grama saía a US$ 2,26.
A leitura da casa
A Mithril corta 0,60 m a 3.540 g/t numa mina histórica de Durango. A AbraSilver leva Diablillos da pasta de estudo para a pasta de engenharia, com 183 milhões de onças de reserva e primeira produção só depois da decisão de 2027. O SLV empilha 493 milhões de onças. O COMEX sobe 2,12% no dia e 20,56% no mês. O Survey mantém o sexto déficit, 46,3 milhões de onças, com mina mundial em 844,1 milhões.
Alta de um dia não muda a estrutura. Queda de um dia também não. Furo de alto teor, mina primária que ainda não produz e metal parado em cofre de ETP dizem a mesma coisa: a onça nova sai devagar, a onça velha já tem dono. O grama fino na mão não pede o discurso de Jackson Hole. Continua sendo um grama.
Fontes consultadas: Mithril Silver and Gold, AbraSilver Resource, iShares, Dow Jones, Kitco, Bloomberg, The Silver Institute, Metals Focus, Investing News Network. Os links levam ao material original de cada veículo. A leitura e os comentários são da Kislanski Metale.
Dinheiro perde valor. Prata sempre será prata.
Placas e granulado .999 com punção K ·999 e certificado.
