News · 31 de agosto de 2026
Excellon amostra 9.050 g/t e o Kitco abre a US$ 67,23
O Kitco abre a US$ 67,23 depois da sexta
Na sexta, 28 de agosto, o contrato de primeira posição no COMEX, o de setembro, fechou a US$ 66,995. Recuo de US$ 2,436, ou 3,51%, segundo o Dow Jones. Foi a maior queda diária em dólar desde 8 de julho. Na semana, o mesmo contrato perdeu 3,65%. Fato. Juro implícito e dólar firmaram depois de Jackson Hole. A casa não esconde decimal ruim.
Nesta segunda, 31 de agosto, a Kitco às 7h21 de Nova York marcou bid a US$ 67,23 e ask a US$ 67,48, alta de US$ 0,97, ou 1,47%. Faixa do dia: US$ 65,51 a US$ 67,48. O grama saía a US$ 2,16. O contrato de setembro no Barchart rodava a US$ 67,185. Hoje é o First Notice Day desse contrato. Entrega física deixa de ser opção abstrata e vira prazo de calendário. O decimal de 24 horas não muda o grama.
Quem acumula lê os dois lados. A sexta tirou cotação. A segunda devolveu parte. Nenhum dos dois altera a conta de oferta e demanda. O World Silver Survey 2026 da Silver Institute e da Metals Focus, lido pelo Investing News Network, mantém o déficit de 2026 em 46,3 milhões de onças, sexto ano seguido, com mina mundial em 844,1 milhões, recuo de 0,3%, e só 26% saindo de mina primária de prata.
A Excellon amostra 9.050 g/t em Tres Cerros
Nesta segunda, 31 de agosto, a Excellon Resources publicou o mapeamento de 2026 em Tres Cerros, 11 mil hectares contíguos à mina Mallay, no Peru. Sete alvos cobrem cerca de 40% da licença. No alvo Xica, amostras de superfície (grab) chegaram a 14 g/t de ouro e 9.050 g/t de prata, em brechas mapeadas em 400 m por 200 m, com largura típica de 2 metros, abertas em direção. Em Xica East, 2,75 g/t de ouro e 512 g/t de prata numa brecha de 100 m de rumo e cerca de 10 m de espessura. Em Alpaquitay, 4,30 g/t de ouro e 156 g/t de prata numa área de 1,0 km por 0,5 km.
A própria empresa avisa: amostra de superfície é seletiva. Não é teor médio em largura minerável. Não é recurso. Não é reserva. Laboratório: Certimin, em Lima. Ouro e prata por fogo com AAS. A casa lê o recado sem inflar. Nove mil e cinquenta gramas por tonelada numa lasca de brecha mostram que o sistema carrega prata. Não mostram quantas onças saem do chão.
A primeira campanha de furo em Tres Cerros está marcada para o primeiro semestre de 2027, depois da DIA no Ministério de Energia e Minas do Peru até o fim de 2026. Baseline ambiental e estudo arqueológico já saíram. Mallay, ao lado, é a plataforma de operação da Excellon. Furo no vizinho ainda não é oferta. Oferta é concentrado refinado. Até o furo, a onça continua na rocha.
A Sierra Madre fatura US$ 8,23 mi e o engenho sobe 34%
Em 27 de agosto, a Sierra Madre Gold and Silver fechou o segundo trimestre. Receita líquida de US$ 8,23 milhões, contra US$ 5,76 milhões no mesmo trimestre de 2025. Receita de prata: US$ 5,0 milhões, a US$ 75,65 por onça vendida. Lucro bruto: US$ 1,58 milhão. Caixa em 30 de junho: US$ 22,2 milhões. Capital de giro: US$ 25,0 milhões.
O metal no chão não acompanhou o faturamento. La Guitarra processou 41.567 toneladas e produziu 64.315 onças de prata, contra 66.011 no ano anterior. Vendeu 66.691 onças de prata. Custo caixa por onça equivalente: US$ 49,28, contra US$ 26,89. AISC: US$ 54,73, contra US$ 32,54. Recuperação de prata: 73,58%, contra 76,62%. A empresa atribui o custo ao desenvolvimento em Coloso e Nazareno, à mistura de minério de três centros, a apagões e ao peso mexicano. Fato. Preço realizado puxou a receita. O engenho ainda não puxou o volume.
Em agosto o throughput chegou a 672 toneladas por dia, 34% acima das 500 do nomeplate antigo. A Fase I do moinho, de 750 a 800 tpd, foi empurrada do fim de junho para o fim do terceiro trimestre de 2026. A Fase II, de 1.200 a 1.500 tpd, segue para o terceiro trimestre de 2027. Em junho a companhia fechou a compra de Del Toro, em Zacatecas, com financiamento concomitante de C$ 57,5 milhões. Mapeamento no ativo novo já começou. Furo em Del Toro: meados de 2027. Duas minas no livro. Uma produz. A outra ainda não.
A Tocvan fecha 100% de Gran Pilar e prepara 50 mil toneladas
Em 27 de agosto, a Tocvan Ventures concluiu a compra dos 49% restantes das concessões originais de Pilar junto à Colibri. Pagou C$ 2,0 milhões no fechamento. Outros C$ 1,6 milhões vencem em um ano. A Colibri fica com NSR de 1,0%, recomprável por C$ 1,0 milhão. A Tocvan passa a ter 100% de Gran Pilar, mais de 21 km² em Sonora.
No dia seguinte, 28 de agosto, a mesma Tocvan soltou lascas de rocha no Corredor Central, 4 km ao norte da Zona Principal, com mais de 1.000 m de rumo. Picos: 2,4 g/t de ouro, 67 g/t de prata e 1,6% de cobre em amostras distintas. Lascas de superfície não são furo. Não são recurso. A notícia que interessa a quem acumula está no pátio: a pilha de lixiviação da planta-piloto de 50 mil toneladas, já permitida, está pronta para o liner. A usina em Hermosillo está perto do fim. Primeira produção no calendário da empresa: quarto trimestre de 2026. Cinquenta mil toneladas de óxido não tapam 46,3 milhões de onças de déficit. Entram no livro devagar, se o calendário firmar.
A leitura da casa
A sexta tirou 3,51% no COMEX. A segunda devolveu 1,47% na Kitco. A Excellon mostrou 9.050 g/t numa lasca. A Sierra Madre faturou mais com menos onça. A Tocvan prepara 50 mil toneladas para o fim do ano. O Survey mantém o sexto déficit, 46,3 milhões de onças, com mina mundial em 844,1 milhões.
Amostra de superfície não é mina. Moinho a 672 tpd ainda não é o nomeplate novo. Planta-piloto de cinquenta mil toneladas ainda não é oferta mundial. Decimal de sexta e de segunda é barulho de juro. Estrutura é outra conta. O grama fino na mão não assina comunicado de junior nem ata do Fed. Continua sendo um grama.
Fontes consultadas: Excellon Resources, Sierra Madre Gold and Silver, Tocvan Ventures, Kitco, Dow Jones, Barchart, The Silver Institute, Metals Focus, Investing News Network. Os links levam ao material original de cada veículo. A leitura e os comentários são da Kislanski Metale.
Dinheiro perde valor. Prata sempre será prata.
Placas e granulado .999 com punção K ·999 e certificado.
