News · 13 de setembro de 2026
Gestores reforçam posição comprada em prata no COMEX
Gestores ampliam o saldo comprador nos futuros
O relatório semanal da CFTC registra maior exposição comprada dos gestores à prata no COMEX. Na posição de 8 de setembro de 2026, a categoria Managed Money tinha 21.148 contratos comprados e 6.762 vendidos. A diferença resulta em um saldo líquido comprador de 14.386 contratos. O recorte considera somente futuros. Fonte: CFTC, relatório desagregado.
Na comparação semanal, as posições compradas aumentaram em 1.992 contratos, enquanto as vendidas cresceram em 204. Calculado pela diferença entre essas variações, o avanço líquido foi de 1.788 contratos. Houve, portanto, ampliação das compras mesmo com aumento das posições vendidas. Fonte: CFTC.
Para quem acumula prata física, a leitura construtiva é a permanência de interesse financeiro pelo metal. Esse indicador acompanha posições em derivativos e não mede barras retiradas dos cofres. A casa observa esse interesse como parte do mercado, preservando a distinção entre exposição à cotação e posse da mercadoria.
Caijiaying sustenta prata com menos minério processado
A Griffin Mining divulgou em 10 de setembro seu balanço semestral não auditado. A mina chinesa de Caijiaying produziu 161.402 onças de prata em concentrado no primeiro semestre de 2026, ante 163.220 onças no mesmo período de 2025. O minério processado caiu de 588.852 para 419.128 toneladas. Fonte: Griffin Mining, comunicado RNS.
O maior teor de prata no minério e a melhora na recuperação dos metais preciosos ajudaram a sustentar o resultado. A empresa informou operação a 50% da capacidade plena, ainda condicionada por limitações na gestão de rejeitos e aprovações pendentes. O concentrado produzido também precisa das etapas posteriores de processamento para virar metal refinado. Fonte: Griffin Mining via Investegate.
Para o acumulador, há mérito na capacidade de aproveitar melhor o minério. Também fica visível por que a oferta exige acompanhamento operacional: teor, recuperação, rejeitos e autorizações determinam quanto metal efetivamente sai de uma mina. A prata já refinada e disponível incorpora todo esse trabalho.
Pressão dos juros convive com recuperação no pregão
Na atualização da tarde de 11 de setembro, a Reuters registrou prata à vista a US$ 64,54 por onça troy, alta de 1,6% na sessão, ainda com perda de 2,6% na semana. São valores intradiários. A reportagem relacionou a inflação americana ao aumento das apostas de elevação dos juros pelo Federal Reserve. Fonte: Reuters via MarketScreener.
O levantamento dos gestores antecede essa reação aos dados de inflação, o que exige cuidado ao conectar as notícias. O interesse registrado nos futuros convive com uma cotação pressionada em outro momento da semana. Para quem guarda prata, essa oscilação reforça a necessidade de avaliar o patrimônio além do pregão, sem supor que inflação e metal se compensem automaticamente.
A oferta cresceu e o déficit permaneceu no balanço anual
Como referência estrutural, o levantamento da Metals Focus publicado pelo Silver Institute em 15 de abril de 2026 informa produção mundial de mina de 846,6 milhões de onças em 2025, crescimento de 3%. Mesmo assim, a demanda superou a oferta pelo quinto ano consecutivo. É um balanço histórico, retomado para contextualizar as notícias recentes. Fonte: Silver Institute e Metals Focus.
Esse resultado dá substância ao interesse da casa pela prata física: ampliar a extração não foi suficiente para equilibrar o mercado naquele ano. Para o acumulador, o déficit documentado ajuda a avaliar a importância dos estoques existentes. Ele descreve uma pressão sobre o abastecimento, sem determinar a cotação do próximo pregão.
A leitura da casa
A prata reúne interesse financeiro, produção que depende de trabalho industrial e um histórico recente de demanda superior à oferta. A casa segue favorável à acumulação física por essas características, com atenção ao peso, à pureza e à procedência. A volatilidade muda o valor de mercado. O grama guardado continua sendo um grama.
Fontes consultadas: CFTC, Griffin Mining via RNS e Investegate, Reuters via MarketScreener, The Silver Institute, Metals Focus. Os links levam ao material original de cada veículo. A leitura e os comentários são da Kislanski Metale.
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