News · 1 de outubro de 2026
La Guitarra amplia o processamento de minério com prata
La Guitarra avança na moagem e prepara a próxima expansão
A Sierra Madre informou em 28 de setembro que a usina de La Guitarra, no México, alcançou processamento de até 720 toneladas de minério por dia, frente à capacidade nominal anterior de 500 toneladas diárias. O avanço veio de modificações nos circuitos de britagem e moagem, segundo o comunicado da empresa distribuído pela Newsfile. É uma melhora operacional já relatada em um complexo que produz prata.
O mesmo comunicado informa que o novo moinho de bolas foi instalado, enquanto a montagem do motor, dos ciclones e da instrumentação continuava. A entrada em operação desse equipamento está prevista pela companhia para novembro de 2026. Também avançam os acessos subterrâneos para alimentar a usina e os trabalhos preparatórios da ampliação da estrutura de rejeitos. O cronograma divulgado ainda depende da execução dessas etapas.
Para quem acumula prata física, interessa acompanhar essa resposta concreta da mineração. Mais minério processado não permite calcular, sozinho, quantas onças adicionais chegaram ao mercado: teor e recuperação também contam. Nossa leitura é que La Guitarra mostra o trabalho material por trás da oferta. Moinho, galerias e rejeitos precisam funcionar em conjunto antes que uma expansão se traduza em metal disponível.
Projeto com prata na Espanha amplia a revisão técnica
A Emerita Resources comunicou em 30 de setembro que ampliou a revisão final do estudo de pré-viabilidade de Iberian Belt West. Segundo a empresa, o conselho atualizado criou um comitê técnico de conselheiros independentes e acrescentou supervisão técnica e de qualidade. Essa revisão mais abrangente foi apontada como a principal razão para a mudança no prazo de divulgação do estudo. A companhia espera concluí-lo nas próximas semanas, conforme o anúncio oficial.
Localizado no sul da Espanha, Iberian Belt West reúne depósitos polimetálicos com prata, cobre, chumbo e zinco, entre outros metais. A apresentação dos projetos da Emerita confirma a presença da prata nos recursos minerais. O anúncio desta semana trata da análise do projeto, sem comunicar início de lavra ou entrega de metal.
Esse intervalo merece atenção de quem acompanha a oferta física. O recurso identificado no subsolo ainda precisa de avaliação técnica e econômica para sustentar decisões de desenvolvimento. Na leitura da casa, o caso ilustra por que uma jazida conhecida não deve ser somada automaticamente à produção disponível. A revisão pode melhorar a qualidade da decisão, mas o calendário continua sendo parte essencial da conta.
Prata recua mesmo com alívio no dado de inflação
No retrato publicado pela Kitco no fim da sessão americana de 30 de setembro, a prata à vista estava perto de US$ 60,18 por onça, em queda de 1,90%. Trata-se da cotação no momento da reportagem, sem equivalência automática com fechamento oficial ou preço de uma peça no varejo brasileiro.
A cobertura relata que a inflação americana abaixo das expectativas aliviou as apostas em nova alta de juros pelo Federal Reserve. Ainda assim, os rendimentos dos títulos públicos de prazo longo voltaram a subir e mantiveram pressão sobre os metais. A notícia favorável no indicador de inflação não foi suficiente para sustentar a prata naquele momento.
A queda faz parte do boletim porque também faz parte da experiência de possuir metal. Nossa leitura para quem acumula é separar a oscilação financeira do acompanhamento da cadeia física. O preço mudou durante a sessão; obras e estudos têm seus próprios prazos. A massa da peça guardada permanece, embora seu valor de mercado oscile.
A leitura da casa
A casa vê mérito em acumular prata física com atenção ao que existe e ao que ainda está sendo construído. La Guitarra oferece um avanço operacional; Iberian Belt West continua em avaliação. O mercado financeiro, enquanto isso, registra queda. Esse conjunto pede critério: acompanhar a oferta, reconhecer a oscilação e valorizar a posse de metal real, sem transformar notícia em promessa.
Fontes consultadas: Sierra Madre via Newsfile, Emerita Resources, Kitco News. Os links levam ao material original de cada veículo. A leitura e os comentários são da Kislanski Metale.
Dinheiro perde valor. Prata sempre será prata.
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