News · 22 de outubro de 2026
Royal Mint registra salto na receita com moedas de prata
Moedas de prata ganham espaço nas vendas da Royal Mint
A Royal Mint informou que a receita com moedas de prata de investimento cresceu 323% de janeiro a setembro de 2026, ante o mesmo período de 2025. O balanço, divulgado na quarta-feira, 21 de outubro, foi reportado pela Kitco News. A instituição britânica também registrou recorde na receita acumulada com prata de investimento, superando os totais anuais anteriores.
O alcance do dado merece atenção: trata-se de receita, sem divulgação do volume exato de metal vendido. Portanto, o percentual não equivale a crescimento na quantidade de onças. No trimestre, 29% dos clientes compradores eram estreantes na oferta de metais preciosos da instituição, proporção referente ao conjunto dos metais, segundo a mesma reportagem.
Para a casa, o resultado documenta interesse comercial pela prata física em um canal relevante. Não permite extrapolar o comportamento de todo o mercado mundial. Para quem acumula, vale acompanhar essa procura por peças concretas, mantendo a distinção entre faturamento e peso vendido.
Inverno e condições de lavra reduzem a produção em San Jose
Na Argentina, San Jose produziu 549 mil onças de prata no terceiro trimestre de 2026, contra 859 mil onças no trimestre anterior. Os números constam do relatório da Hochschild Mining divulgado em 21 de outubro. São volumes da operação inteira, antes do ajuste pela participação societária da companhia, e representam prata efetivamente produzida.
A mineradora atribuiu a redução trimestral às condições extremas do inverno e à variabilidade da lavra, então concentrada nas bordas dos veios. O relatório separa a prata dos indicadores de produção equivalente, que convertem outros metais para uma unidade comum. Essa distinção é essencial para entender quanto metal realmente saiu da mina.
A leitura da casa é que a oferta física depende de condições concretas de operação. Clima, acesso ao minério e características da jazida interferem na entrega, mesmo quando existe capacidade instalada. Para quem acompanha a formação de uma reserva, esse é um exemplo dos obstáculos da produção. O resultado isolado de San Jose não mede o balanço mundial de prata.
Prata recua com força na manhã de quinta-feira
Na consulta ao painel da Kitco, em 22 de outubro, às 7h05 de Nova York, a cotação de compra da prata no mercado à vista estava em US$ 55,73 por onça troy, com queda indicada de 3,68%. É um registro durante a sessão, sujeito a mudança, e não um fechamento do dia.
A baixa precisa entrar na leitura, mesmo ao lado de notícias favoráveis à demanda física. O próprio painel explica que juros, dólar e fluxos de investimento influenciam a cotação, enquanto fabricação e distribuição compõem o prêmio dos produtos físicos sobre a referência internacional. O preço exibido não corresponde automaticamente ao valor de uma peça no varejo brasileiro.
Para a Kislanski, uma queda diária não deve ser transformada em promessa de recuperação. Quem acumula acompanha tanto o preço quanto a origem, a massa e o teor do que possui. A oscilação altera o valor de mercado da reserva; o metal guardado continua tendo o mesmo peso.
A leitura da casa
O boletim reúne procura comercial por prata física, dificuldades de produção e uma manhã de queda na cotação. Esses fatos convivem. Nossa posição favorável ao metal nasce do interesse por patrimônio tangível e da atenção à cadeia que o produz. Acumular exige paciência para observar essa estrutura sem exigir que cada pregão confirme uma expectativa. Prata não promete. Registra.
Fontes consultadas: Kitco News, Hochschild Mining via RNS/Investegate. Os links levam ao material original de cada veículo. A leitura e os comentários são da Kislanski Metale.
Dinheiro perde valor. Prata sempre será prata.
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